Em qualquer cidade onde se vá por estas nossas gerais, sempre se encontra algo diferente. Simples, humilde, silencioso, quieto, mas cativante como todo mineirinho do interior.

E Belo Vale não poderia ficar de fora neste particular.

Aqui, bem no centro da cidade, pertinho da Matriz de São Gonçalo, existe um barzinho. Fica aberto nas noites de sexta e de sábado (conforme as festas, no domingo também) até lá pelas 2 da madrugada, ou acabar a massa de pastel. Sua localização, em termos comerciais, não poderia ser pior. Construído nos fundos de um terreno, dá frente para o leito da ferrovia que corta a cidade. Das três opções de acesso, a "melhorzinha" é passando pelos trilhos (uns 150m), no escuro, a partir da "travessia". Quando chove, fica quase impossível passar.

Lá dentro, entretanto, há recompensa pela "aventura". As mesas e poucos bancos são de madeira tosca, peças de carro de boi, porteiras antigas, esteiras de bambu, etc.


Os artigos, só dois: Pastel e Pinga. O pastel, preparado e frito na hora, após o pedido, pode ser de queijo ou de carne (de bacalhau, só na Semana Santa). As pingas, todas da roça. As puras e as curtidas com frutas, (laranja, abacaxi, jabuticaba, pitanga, amora, etc). Tudo de dar água na boca.

O preço? Meia dúzia de pastéis quentinhos e duas doses de batida (copo cheio) - ideal para duas pessoas - não passa de R$ 3,20 (U$1).

Vale a pena conhecer. Qualquer pessoa ensina onde fica o PP ou Bar do Cunha. Contato: (31) 9213-2151

José Joselino de Moraes (Cunha)
10/02/1946
U 25/12/2004

Texto elaborado por: Deli José de Rezende.